O Inventário das Letras


José Luiz Thomé de Oliveira, o Chico, nosso companheiro de vocal, amigo, irmão, está gerando o seu segundo filho literário. Chama-se O INVENTÁRIO DAS LETRAS. Ainda não li, mas já posso dizer que é muito bom. Quem teve a oportunidade de ler o seu primeiro trabalho, SOMOS TODOS PEREGRINOS, que conta suas andanças pelo caminho de Santiago de Compostela, conhece o estilo leve e agradável do Chico. É um livro para ler numa tacada só.
Acho no entanto, que essa história de inventário, soa um pouco com aposentadoria. Espero que esse não seja o caso, ou o ocaso, do Chico. Com o talento dele, ainda tem muita coisa para produzir.
A propósito, o livro estará sendo lançado dia 19 de abril e deverá estar em todas as livrarias que se prezem.
Só para vocês conhecerem um pouco melhor o perfil da "fera", a nossa entrevista PING-PONG de hoje, será com ele.

PING-PONG com José Luiz Thomé de Oliveira o Chico.

VCD-O que te levou a atravessar a Espanha a pé, fazendo o Caminho de Santiago de Compostela?
C – Simplesmente um chamado mágico.
VCD - O que ficou desta experiência?
C - A certeza de que tudo é possível quando o homem parte em busca dos seus sonhos...
VCD- Que viagem você ainda gostaria de fazer?
C - Gostaria de conhecer Praga, a Grécia, a Austrália e repisar os passos de Jesus em Jerusalém. VCD- Chico, você canta, escreve e advoga. Dos três, qual te dá mais prazer?
C - Advogar me possibilita escrever e cantar. Escrever me satisfaz, mas o que me dá prazer mesmo é cantar.
VCD- No teu gosto musical, o que mais te marcou ?
C – Trago duas marcas indeléveis. A música de Ray Conniff e a magia dos Beatles.
VCD- O que significa para ti, participar de um grupo vocal cristão?
C- A possibilidade mais sensível e apaixonante de levar a Mensagem através da música...
VCD - E na literatura? Qual o livro que você não esquece?C - Barrabás, de Pär Lagervist, Premio Nobel de Literatura em 1951. Percebi, de alguma forma, que todos nós somos uma espécie de Barrabás.
VCD - O que você nos traz no teu Inventário das Letras?
C - Como o próprio nome está a dizer, faço um apanhado, um verdadeiro inventário de todas as peças que escrevi ao longo da vida. Contos, crônicas, poemas, poesias, letras de músicas, o discurso de formatura, as impressões de viagens, matérias de um jornalzinho de família que editei durante dez anos, trechos do Diário de Bordo, dos veleiros de família, e , por fim, reflexões atuais sobre a vida, a morte, o amor, o ódio, a solidão, a paixão, e outros temas.Acho que fiz um “strip tease” literário de minha alma. É isso...
VCD - Como fã de cinema, qual o filme inesquecível?
C – Vários. Mas indicaria “A sociedade dos Poetas Mortos” como o filme.
VCD - Um sonho de consumo?
C - Meus sonhos não são consumistas.
VCD - Alguma coisa a realizar?
C - Talvez gravar outros Cds, fazer novas viagens, escrever outros livros, fazer novos amigos, viver novos sonhos, sonhar novas vidas...O importante é jamais deixar de sonhar...

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