HISTÓRIAS DO CARPE DIEM
Iniciaremos hoje a postagem de algumas histórias vividas pelo grupo e que serão contadas por cada um de nós à sua maneira. As vezes em formato de crônica e outras de um simples relato. Tanto o Chico, o Paulinho, o Gustavo, o Gringo e o Quique serão os autores que contarão experiências vivenciadas ao longo de uma trajetória de 10 anos. Experiências de fé e de testemunho, relatos de situações engraçadas e de outras nem tanto, mas que ajudaram a formar e aumentar nossa bagagem.Começamos com uma postagem do Chico, nosso escritor mor, que de uma forma divertida, apresenta o grupo:
AS PRIMA DONAS
Uma das exigências indispensáveis para que o casamento dê certo é o aprendizado mútuo da convivência. Se viver é uma arte, por vezes muito difícil, conviver é muito mais. Porque é a soma de dois mundos, duas vontades, dois sonhos, enfim, de duas vidas, duas almas cheias de manhas, manias, defeitos, qualidades, idiossincrasias e peculiaridades próprias, que se unem e decidem seguir, juntas, um caminho para dois.
E isto não acontece apenas no casamento, mas em sociedades civis, comerciais, e todo e qualquer empreendimento que exija a vida em comum.
Todas as relações humanas, uma mais outras menos, exigem dos partícipes, uma dose muito grande de compreensão, de afinidade, para que possa dar certo.
Nosso grupo, extremamente heterogêneo, não é diferente. É formado por verdadeiras prima donas. Não que qualquer um de nós seja famoso ou detentor de dons fantásticos, não que sejamos artistas renomados ou sequer como tal reconhecidos, mas, simplesmente, pela personalidade própria de cada um. Cinco prima donas! É o que somos... Não é nada fácil acomodar os egos.
O Paulo Brum, nosso Paulinho, nosso Maestro, arranjador, e um de nossos tenores, além de formado em Teologia pelo Seminário Concórdia, é graduado em Composição e Regência pela UFRGS, e está cursando o Mestrado em órgão de tubos na mesma Universidade. Não bastasse isso, executa com perfeição, praticamente todos os instrumentos. Pelo menos os mais tradicionais como piano, teclado, violão, violino, saxofone, quarenta e cinco tipos de flautas, doces e salgadas. E não bastasse isso, traz na sua bagagem, diversos trabalhos gravados com diversos grupos musicais em CDs, DVDs e outros. E não bastasse isso, tem uma voz maviosa, suave, melodiosa, afinada. Para arrematar, é o Capelão Musical da ULBRA, responsável pela parte musical dos assuntos que envolvem os interesses da Universidade nesta área, sendo o Regente do Coro Sacro, da Comunidade São Paulo, de Canoas e do Coro Infantil. Ufa!
E no meio de tudo isso, ainda encontrou tempo para namorar, casar e fabricar três filhos maravilhosos. Ufa de novo!
Pois o Paulinho é perfeccionista e exigente, um chato que tem ouvido absoluto e percebe qual o tom que “a colher produziu quando caiu no chão”. Poder-se-ía dizer que ele sabe tudo de música, em tom maior!
Até por lidar com muitos analfabetos musicais, como nós, por exemplo, o Paulinho é paciencioso. É sensível e inteligente , mas muito ingênuo , como é próprio dos pastores. É generoso e tem um alto espírito de liderança. É extremamente ambicioso em termos musicais e tem lá os seus planos de Gershwin, de um Andrew Loydd Weber, quiçá.
Mas, apesar da sua bondade, da sua formação pastoral, da sua ingenuidade, é muito vaidoso e não raro se constitui numa verdadeira prima dona!
O Quique é funcionário público aposentado, nosso marajá. Trabalha, como se diz, por diletantismo. Além do Paulinho , é o outro músico do grupo. Não que ele tenha todo o preparo musical do Paulinho, mas é que sofre dos demais a gozação pelo fato de, um dia, ter se apresentado a um violinista que iria nos acompanhar dizendo:
- O senhor também é músico?
Pois o Quique está se graduando em Jornalismo , curso que ele havia interrompido há muitos anos atrás. E, segundo os relatos que ele nos faz, deve estar arrepiando os professores, porque é extremamente inteligente e tem uma criatividade fora de série. Redige com facilidade e correção, sendo dono de um texto perspicaz e contundente. Não foi à toa que escreveu, adaptou, e dirigiu várias peças teatrais, no âmbito da Igreja, sendo, provavelmente, um dos mais famosos nesta área, no nosso meio. E não foi à toa que foi convidado para dirigir o Grupo de Teatro da Ulbra. E no consenso do grupo, é ele dotado da mais bela voz. Um barítono sonoro, portentoso, muito melodioso, desses que faz as meninas suspirarem. O Quique é o mais perfeccionista de todos e está sempre chamando a atenção dos demais. Por vezes, até o Paulinho leva a dele. É o nosso Grilo Falante, a nossa consciência.
Brincando, costumamos dizer que o Quique é o Arauto da Tragédia, porque, de uma maneira bem sua, ele tem o poder de ver o lado trágico das coisas. Talvez por ser jornalista, quem sabe...
O Quique é, também, um homem generoso e apesar do seu estilo prussiano, já que sua origem é germânica, e não esconde, também se permite algumas reações mais calorosas, como aperto de mão, olhar simpático, essas coisas...
E, a par de tudo, é , também ele, uma prima dona de mão cheia!
Gustavo, chamado de Gugu, a exemplo dos demais, é muito inteligente, mas, ao contrário do Paulinho, tem muita corrida, e uma visão empresarial das coisas. Administrador de Empresas que é, o Gugu é um talento jovem da área de marketing e está fazendo mestrado nesta matéria, sendo professor na Faculdade de Administração, de Pelotas. Trata-se de um executivo de alto nível, sempre atuando em cargos de expressão, em grandes empresas, chegando mesmo a se tornar alvo de “head hunters” , os chamados caçadores de talentos profissionais.
É um armário de quase dois metros de altura com a alma de uma criança. Alto, forte, perfumado, metido a galã.,.vê se eu posso! Toca baixo numa banda de rock, guri tatuado, professor rebelde, mistura de yuppye e grungy, olha só!
O Gugu é o nosso primeiro tenor. Voz agudíssima, afinada. É outra prima dona de respeito.
O José Luiz, o Chico, como é conhecido, é Advogado, perspicaz, esperto, ligadão, eloqüente, por vezes até um tanto agressivo na defesa de suas idéias e pontos de vista. Além de Advogado, o Chico se orgulha muito de ter sido o orador de sua turma de Direito, curso que concluiu na UFGRS, onde chegou também a cursar três semestres do Curso de Jornalismo, outra de suas paixões. Metido a poeta, escritor, ator, compositor, cantor, chegou mesmo a escrever algumas peças para o teatro da Igreja.
Homem sensível, como convém aos poetas, é extremamente apaixonado pela vida e adora a música. Costuma fazer beicinho quando é contrariado. O baixinho é o baixo.
Grande prima dona, com direito aos xiliques de estilo.
Por fim, o Gringo que, como ele mesmo gosta de dizer, é o último vagão do nosso trem.
Fumante, safenado, safado.
Como é possível o homem colocar três pontes de safena e uma mamária e fumar desse jeito?
O Gringo é representante comercial, e atualmente desfruta as benesses da aposentadoria e se prepara para desenvolver um serviço comunitário em Santo Domingo, na República Dominicana. Temos certeza de que ele fará um grande trabalho por lá.
Dono de uma voz brilhante de tenor clássico, ele que foi solista da Ospa, tem também um grande coração, safenado mas generoso.
O Gringo é especialista em e.mails bombásticos. Tanto que foi proibido de se aproximar do micro. É também um homem sensível, apaixonado, beijoquero, moleque.
E, de quebra, talvez seja a maior das prima donas do nosso grupo.
Este é o Vocal Carpe Diem.
Um quinteto masculino formado por cinco amigos que adoram a música. Todos, artistas e arteiros, vaidosos e cheios de vontade própria, impertinentes, pequenos, egoístas, orgulhosos, grandes pecadores, que, apesar de tudo, de suas imperfeições, seus arroubos pessoais, seus defeitos, suas fraquezas, quando erguem os olhos para os céus, sabem que, na verdade, nada tem de prima donas, e são, isto sim, meros e insignificantes arautos do dono do teatro onde se desenrola a grande ópera da vida...
E isto não acontece apenas no casamento, mas em sociedades civis, comerciais, e todo e qualquer empreendimento que exija a vida em comum.
Todas as relações humanas, uma mais outras menos, exigem dos partícipes, uma dose muito grande de compreensão, de afinidade, para que possa dar certo.
Nosso grupo, extremamente heterogêneo, não é diferente. É formado por verdadeiras prima donas. Não que qualquer um de nós seja famoso ou detentor de dons fantásticos, não que sejamos artistas renomados ou sequer como tal reconhecidos, mas, simplesmente, pela personalidade própria de cada um. Cinco prima donas! É o que somos... Não é nada fácil acomodar os egos.
O Paulo Brum, nosso Paulinho, nosso Maestro, arranjador, e um de nossos tenores, além de formado em Teologia pelo Seminário Concórdia, é graduado em Composição e Regência pela UFRGS, e está cursando o Mestrado em órgão de tubos na mesma Universidade. Não bastasse isso, executa com perfeição, praticamente todos os instrumentos. Pelo menos os mais tradicionais como piano, teclado, violão, violino, saxofone, quarenta e cinco tipos de flautas, doces e salgadas. E não bastasse isso, traz na sua bagagem, diversos trabalhos gravados com diversos grupos musicais em CDs, DVDs e outros. E não bastasse isso, tem uma voz maviosa, suave, melodiosa, afinada. Para arrematar, é o Capelão Musical da ULBRA, responsável pela parte musical dos assuntos que envolvem os interesses da Universidade nesta área, sendo o Regente do Coro Sacro, da Comunidade São Paulo, de Canoas e do Coro Infantil. Ufa!
E no meio de tudo isso, ainda encontrou tempo para namorar, casar e fabricar três filhos maravilhosos. Ufa de novo!
Pois o Paulinho é perfeccionista e exigente, um chato que tem ouvido absoluto e percebe qual o tom que “a colher produziu quando caiu no chão”. Poder-se-ía dizer que ele sabe tudo de música, em tom maior!
Até por lidar com muitos analfabetos musicais, como nós, por exemplo, o Paulinho é paciencioso. É sensível e inteligente , mas muito ingênuo , como é próprio dos pastores. É generoso e tem um alto espírito de liderança. É extremamente ambicioso em termos musicais e tem lá os seus planos de Gershwin, de um Andrew Loydd Weber, quiçá.
Mas, apesar da sua bondade, da sua formação pastoral, da sua ingenuidade, é muito vaidoso e não raro se constitui numa verdadeira prima dona!
O Quique é funcionário público aposentado, nosso marajá. Trabalha, como se diz, por diletantismo. Além do Paulinho , é o outro músico do grupo. Não que ele tenha todo o preparo musical do Paulinho, mas é que sofre dos demais a gozação pelo fato de, um dia, ter se apresentado a um violinista que iria nos acompanhar dizendo:
- O senhor também é músico?
Pois o Quique está se graduando em Jornalismo , curso que ele havia interrompido há muitos anos atrás. E, segundo os relatos que ele nos faz, deve estar arrepiando os professores, porque é extremamente inteligente e tem uma criatividade fora de série. Redige com facilidade e correção, sendo dono de um texto perspicaz e contundente. Não foi à toa que escreveu, adaptou, e dirigiu várias peças teatrais, no âmbito da Igreja, sendo, provavelmente, um dos mais famosos nesta área, no nosso meio. E não foi à toa que foi convidado para dirigir o Grupo de Teatro da Ulbra. E no consenso do grupo, é ele dotado da mais bela voz. Um barítono sonoro, portentoso, muito melodioso, desses que faz as meninas suspirarem. O Quique é o mais perfeccionista de todos e está sempre chamando a atenção dos demais. Por vezes, até o Paulinho leva a dele. É o nosso Grilo Falante, a nossa consciência.
Brincando, costumamos dizer que o Quique é o Arauto da Tragédia, porque, de uma maneira bem sua, ele tem o poder de ver o lado trágico das coisas. Talvez por ser jornalista, quem sabe...
O Quique é, também, um homem generoso e apesar do seu estilo prussiano, já que sua origem é germânica, e não esconde, também se permite algumas reações mais calorosas, como aperto de mão, olhar simpático, essas coisas...
E, a par de tudo, é , também ele, uma prima dona de mão cheia!
Gustavo, chamado de Gugu, a exemplo dos demais, é muito inteligente, mas, ao contrário do Paulinho, tem muita corrida, e uma visão empresarial das coisas. Administrador de Empresas que é, o Gugu é um talento jovem da área de marketing e está fazendo mestrado nesta matéria, sendo professor na Faculdade de Administração, de Pelotas. Trata-se de um executivo de alto nível, sempre atuando em cargos de expressão, em grandes empresas, chegando mesmo a se tornar alvo de “head hunters” , os chamados caçadores de talentos profissionais.
É um armário de quase dois metros de altura com a alma de uma criança. Alto, forte, perfumado, metido a galã.,.vê se eu posso! Toca baixo numa banda de rock, guri tatuado, professor rebelde, mistura de yuppye e grungy, olha só!
O Gugu é o nosso primeiro tenor. Voz agudíssima, afinada. É outra prima dona de respeito.
O José Luiz, o Chico, como é conhecido, é Advogado, perspicaz, esperto, ligadão, eloqüente, por vezes até um tanto agressivo na defesa de suas idéias e pontos de vista. Além de Advogado, o Chico se orgulha muito de ter sido o orador de sua turma de Direito, curso que concluiu na UFGRS, onde chegou também a cursar três semestres do Curso de Jornalismo, outra de suas paixões. Metido a poeta, escritor, ator, compositor, cantor, chegou mesmo a escrever algumas peças para o teatro da Igreja.
Homem sensível, como convém aos poetas, é extremamente apaixonado pela vida e adora a música. Costuma fazer beicinho quando é contrariado. O baixinho é o baixo.
Grande prima dona, com direito aos xiliques de estilo.
Por fim, o Gringo que, como ele mesmo gosta de dizer, é o último vagão do nosso trem.
Fumante, safenado, safado.
Como é possível o homem colocar três pontes de safena e uma mamária e fumar desse jeito?
O Gringo é representante comercial, e atualmente desfruta as benesses da aposentadoria e se prepara para desenvolver um serviço comunitário em Santo Domingo, na República Dominicana. Temos certeza de que ele fará um grande trabalho por lá.
Dono de uma voz brilhante de tenor clássico, ele que foi solista da Ospa, tem também um grande coração, safenado mas generoso.
O Gringo é especialista em e.mails bombásticos. Tanto que foi proibido de se aproximar do micro. É também um homem sensível, apaixonado, beijoquero, moleque.
E, de quebra, talvez seja a maior das prima donas do nosso grupo.
Este é o Vocal Carpe Diem.
Um quinteto masculino formado por cinco amigos que adoram a música. Todos, artistas e arteiros, vaidosos e cheios de vontade própria, impertinentes, pequenos, egoístas, orgulhosos, grandes pecadores, que, apesar de tudo, de suas imperfeições, seus arroubos pessoais, seus defeitos, suas fraquezas, quando erguem os olhos para os céus, sabem que, na verdade, nada tem de prima donas, e são, isto sim, meros e insignificantes arautos do dono do teatro onde se desenrola a grande ópera da vida...

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